Piauí Libertário
PiauíLibertário
Heritage 2026 · Fraser 2026

Menos burocracia e menos imposto, mais prosperidade

A tese libertária cabe numa frase: quando o governo tira menos do seu bolso e atrapalha menos o seu trabalho, o país fica mais rico e o povo também. Dois levantamentos internacionais medem a liberdade econômica de cada país todo ano. Os números abaixo vêm deles.

Piauí: ICMS alto, energia renovável e oportunidade industrial

A alíquota modal do ICMS no Piauí é de 22,5% desde abril de 2025 — a segunda maior do país, atrás dos 23% do Maranhão. A base legal do Portal Nacional da DIFAL registra a mudança de alíquota do Piauí; o PLDO do Maranhão registra a alíquota de 23%.

O Piauí tem forte capacidade de geração renovável: em 2025, ocupava a 3ª posição nacional em potência instalada de usinas solares centralizadas; em 2023, foi o 3º maior estado em geração eólica, com 12,82 TWh. Dados divulgados pelo Governo do Piauí mostram a oportunidade de atrair indústrias que aproveitem essa matriz energética.

Nossa proposta é ampliar a indústria de base e de transformação, aproveitando a energia renovável da região e reduzindo impostos, burocracia e interferência estatal. Na visão libertária do Piauí, menos custos e mais liberdade para investir podem elevar o poder de compra, criar empregos e oportunidades, diminuir a dependência do Estado e abrir melhores perspectivas de vida.

Quanto mais livre a economia, maior a renda

Renda média por pessoa (PIB per capita, em paridade de poder de compra, US$) dos países de cada faixa do Índice de Liberdade Econômica 2026, da Heritage Foundation. São 176 países.

  • Livre 4 paísesUS$ 112.351
  • Majoritariamente livre 27 paísesUS$ 65.635
  • Moderadamente livre 58 paísesUS$ 33.894
  • Majoritariamente não livre 57 paísesUS$ 13.134
  • Reprimida 30 paísesUS$ 10.316
Quase 7 vezes
A renda média do quarto mais livre dos países (US$ 65.596) é quase 7 vezes a do quarto menos livre (US$ 9.552). Fraser Institute, dados de 2024.
80,7 anos
É a expectativa de vida no quarto mais livre, contra 67,1 anos no quarto menos livre. Mesma fonte.

Segundo o Heritage, a pobreza nos países considerados majoritariamente ou moderadamente livres é cerca de um quarto da registrada nos países menos livres. Os que mais ampliaram a liberdade econômica tiveram crescimento por pessoa ao menos 25% maior que os que ficaram parados ou recuaram.

A lógica da tese

  1. Imposto menor: quem produz fica com mais do que ganha e tem mais para investir.
  2. Burocracia menor: abrir, tocar e fechar um negócio custa menos tempo e menos dinheiro.
  3. Mais empresas: surgem mais vagas, mais concorrência e preços menores.
  4. Mais renda: o país enriquece, e o povo junto com ele.

Quem está no topo

Os cinco primeiros colocados de cada levantamento.

Heritage 2026 (nota)

  1. Singapura (84,4)
  2. Suíça (83,7)
  3. Irlanda (83,3)
  4. Austrália (80,1)
  5. Taiwan (79,8)

Fraser (dados de 2024)

  1. Hong Kong
  2. Suíça
  3. Singapura
  4. Nova Zelândia
  5. Estados Unidos

E o Brasil?

134º
entre 176 países no Heritage 2026, com nota 52,4. Fica na faixa majoritariamente não livre e é o 28º de 32 países das Américas.
85º
no ranking do Fraser Institute, com dados de 2024.
32,0%
do PIB vai para tributos, e o gasto público chega a 44,8% do PIB (média de três anos). Alíquota máxima de 27,5% para pessoas e 34% para empresas. Fonte: Heritage 2026.
1.958 horas
por ano era o tempo que as empresas brasileiras gastavam só preparando documentos para pagar tributos, contra 160,7 horas na média dos países ricos da OCDE. Banco Mundial, 2017.

O dado de horas é antigo. O Banco Mundial encerrou o relatório Doing Business em 2021, depois de irregularidades nos dados de alguns países.